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Dia Internacional da Mulher: colaboradoras de FURNAS alcançam promoções e respeito
por Fernanda Pontual


Foto: Antonio Sergio

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 A bióloga Sandra Martins Verboonem  
   

As mulheres vêm conquistando cargos de liderança em FURNAS ao longo dos anos. Hoje, 23% das funções gerenciais da empresa são ocupadas por elas - em 2011 eram 14%. Os homens ainda são maioria no quadro de funcionários, mas 12% das mulheres de FURNAS ocupam cargos gerenciais enquanto o percentual de gerentes entre homens é de 8%. Os dados são do Comitê Pró-Equidade de Gênero da companhia, criado em 2005.

Desde então, FURNAS conquistou cinco edições do Selo Pró-Equidade de Gênero, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Ministério da Justiça e Cidadania. O selo atesta o cumprimento de, pelo menos, 70% de ações que assegurem a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres na empresa e nas comunidades onde atua. Em 2016, foram concretizadas iniciativas como palestras sobre assédio moral e sexual; ampliação da licença paternidade para 20 dias, inclusive em caso de adoção; e produção de material informativo sobre a inclusão e respeito a trabalhadores LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Confiança - Uma das mulheres em posições deliderança em FURNAS é Fabiane Carrilho Ramos Pinto. Na empresa desde 1996, ela assumiu o posto de assessora da Diretoria de Administração em 2013, com o desafio de mediar conflitos sindicais. "Você senta em uma mesa de negociação com uma ou mais entidades sindicais e fica óbvia a disparidade de gênero: 99% dos representantes sindicais são homens", afirma.

 Foto: Fátima Costa
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 Fabiane Carrilho: sensibilidade feminina para lidar com conflitos

Antes de assumir a chefia do setor, Fabiane já havia percebido certa resistência, e até alguma surpresa, por parte dos colegas. "Você sente que, mesmo involuntariamente, os integrantes da equipe buscam uma figura masculina", observa ela. Porém, isso deixou de ser um problema depois da nomeação. Para a assessora, o cargo deixa claro que a empresa confiou a uma mulher a tarefa de mediar conflitos sindicais. Quando isso é entendido, a questão do gênero sai de cena e todos se concentram na verdadeira missão em pauta. "É como se a empresa dissesse em alto e bom som: gostando vocês ou não, o homem da pasta hoje é uma mulher. Tratem de lidar com isso", brinca Fabiane.

Depois de quatro anos mediando conflitos sindicais, a economista avalia que existem algumas vantagens em ser a mulher à frente do cargo. Para ela, as mulheres têm mais sensibilidade para lidar com conflitos, costumam ouvir mais, dar mais espaço para a conversa e buscar o entendimento. A outra vantagem é bem mais prosaica. "Muitas vezes o clima esquenta e o fato de estar negociando com uma mulher ajuda o interlocutor a manter o mínimo de compostura", avalia ela, entre risos. 

Vencendo resistências - Em FURNAS desde 1998, Sandra Martins Verboonem é bióloga formada pela Universidade Federal de São Carlos e comanda a Divisão Regional Fundiária e Ambiental Centro, localizada nas instalações da Usina de Furnas, em Minas Gerais, que abriga a Estação de Piscicultura da empresa.

O setor tem cerca de 20 pessoas e é responsável pela avaliação de imóveis, emissão de pareceres relativos a laudos, execução dos estudos sociofundiários e dominiais para empreendimentos de geração e transmissão na região de atuação da divisão. Também monitora a qualidade da água dos reservatórios das usinas de FURNAS e produz peixes para o repovoamento planejado destes reservatórios com espécies nativas da região.

Sandra foi alçada ao cargo de gerente em 2013 e, três depois, sua divisão ganhou nova tarefa: monitorar a ocupação irregular das margens dos reservatórios, preservando a vegetação original que protege o espelho d´agua de processos erosivos, entre outras ameaças.

A bióloga conta que encontrou resistência da área nova, tanto pelo fato de ser mulher, quanto por não ser engenheira ou advogada, como a maioria dos componentes da equipe. "A mulher tem um jeito diferente de olhar para as questões. Ela tenta conciliação e evitar o conflito. Olha o assunto de maneira mais ampla, e isso demandou uma mudança de postura por parte dos subordinados", avalia Sandra.

"As reações não são pessoais. É um ímpeto natural a uma mudança cultural. Acho que meu conhecimento como bióloga me ajudou a entender que, assim como no meio ambiente, as pessoas também resistem naturalmente às mudanças no mundo corporativo, mas depois tudo se acomoda", conclui.

Foco na missão - Claudia Henrique de Castro é a atual superintendente do Centro de Serviços Compartilhados. Engenheira com mestrado em Geotécnica, ela é desbravadora desde cedo. Formou-se em engenharia civil quando pouquíssimas mulheres se arriscavam nesta carreira e entrou em FURNAS em 1987, no trabalho em campo, na área de geotecnia, em Goiás. Era o início da prospecção da obra da Usina de Serra da Mesa.

  Foto: Fatima Costa

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   A engenheira civil Claudia Henrique de Castro

"A resistência inicial por ser mulher em um ambiente de trabalho predominantemente masculino foi muito grande. Com o passar do tempo e o desenrolar do trabalho, exercido em condições de igualdade, a resistência praticamente deixou de existir, porém, o julgamento constante nos torna cada vez mais exigente conosco, com nosso desempenho.", avalia Cláudia.

O primeiro cargo de gerente veio em 2002, no Laboratório de Concreto e Materiais, em Aparecida de Goiânia. Hoje, Claudia comanda cinco Centros Regionais de Serviços Compartilhados: Brasília, São Paulo, Rio, Minas e Escritório Central, além do Centro de Relacionamento e Controle, órgão responsável por garantir a padronização de processos e buscar melhorias. É a mulher à frente de um exército de 630 colaboradores.

"Devemos focar na eficiência profissional, no papel a ser cumprido, no desafio a ser vencido, nos problemas a serem equacionados e nos resultados a serem alcançados, independentemente de gênero, respeitando as pessoas e suas diferenças.", conclui ela.





Publicado em: 08/03/2017


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