|
EXPOSIÇÃO: Dirceu Maués – Ver-o-Peso pelo Furo da Agulha - fotografias
LOCAL: Espaço Furnas Cultural, Rua Real Grandeza, 219 – Botafogo. Tel: 2528-3634 / 4334 / 4626
DATA: De 07 de outubro a 06 de novembro de 2005
HORÁRIO: De terça à sexta-feira, das 14h às 18h – Sábados, Domingos e Feriados das 14h às 19h
INAUGURAÇÃO: Quinta-feira, dia 06/10/05, às 19h
ENTRADA FRANCA
|
|
Natural de Belém, o fotógrafo Dirceu Maués apresenta na exposição “Ver-o-Peso pelo furo da agulha” um ensaio documental que consiste em 35 fotografias, misturando imagens coloridas e em preto-e-branco sobre o Complexo Ver – o- Peso, a maior feira livre da América Latina e um dos mais significativos símbolos de representação da cultura paraense. As imagens presentes na exposição foram capturadas por máquinas construídas pelo próprio Dirceu, que se utiliza dos mais diversos materiais, como madeira, latas, caixas de relógios e até miriti (material típico da região).
As câmeras artesanais de Dirceu Maués não possuem lentes, nem visor. No lugar das lentes, furos feitos com agulha. Um pequeno orifício por onde a imagem penetra lentamente e se projeta sobre o filme no interior da câmera. O ensaio transita entre a solidez e a desmaterialização, a opacidade e a translucidez, a dureza e a fluidez, sonhos e realidade. São necessários tempos de exposição muito longos para a captação das imagens.
Ganhador dos prêmios Aquisição no II Salão de Fotografia do Centro Cultural Brasil Estados Unidos e por dois anos do Prêmio Aquisição do Pará, Dirceu foi repórter-fotográfico do jornal Diário do Pará e trabalha atualmente no Amazônia Jornal. Foi também um dos fotógrafos selecionados para compor a publicação “Fotografia contemporânea paraense: panorama 80-90”, patrocinada pela Petrobrás. Este projeto que está em exibição no Espaço Furnas, foi contemplado com uma Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP) .
EXPOSIÇÃO: Séculos Indígenas no Brasil - fotografias
LOCAL: Espaço Furnas Cultural, Rua Real Grandeza, 219 – Botafogo. Tel: 2528-3634 / 4334 / 4626
DATA: De 07 de outubro a 06 de novembro de 2005
HORÁRIO: De terça à sexta-feira, das 14h às 18h – Sábados, Domingos e Feriados das 14h às 19h
INAUGURAÇÃO: Quinta-feira, dia 06/10/05, às 19h
ENTRADA FRANCA
A exposição Séculos Indígenas no Brasil aborda o processo de realização da série documental do mesmo nome, utilizando pinturas, desenhos, fotografias e meios eletrônicos, que tentam dar conta da pluralidade das culturas indígenas. A mostra de caráter itinerante, serve também para a divulgação do documentário de longa-metragem “Maíra, de Darcy Ribeiro: um Deus mortal?” – que se encontra em fase de produção.
Frank Coe, Álvaro Tukano, Paulo Metz e Piotr Jaxa são os responsáveis pelo material de imagem – cerca de 3000 fotografias, tiradas ao longo de suas viagens pelo Brasil - trajetória que se inicia com a colonização e chega aos dias atuais. Jean de Léry, Hans Staden, Debret ajudam a compor com os seus históricos desenhos, as cenas primeiras.
Por que Maíra? Segundo o seu autor, Darcy Ribeiro ( 1922-1997) este é “meu romance preferido(...) o tema verdadeiro de Maíra era a morte de Deus, que morria porque o mundo mairum estava condenado, não tinha salvação. Isso me fez escrever um capítulo poético em que o próprio Deus, perplexo, se lamenta e se pergunta que Deus é ele, e qual será o seu destino, com o desaparecimento do seu povo”.
A exposição tem o patrocínio da Fundação Darcy Ribeiro e é uma realização da KarioKa Multimedia (responsável pelo projeto Séculos Indígenas no Brasil), Núcleo de Estudos e Pesquisa em Cultura Indígena da PUC-RS, Otto Desenhos Animados e Arquitetura Integral. Os apoiadores são: Furnas Centrais Elétricas, Fundação Gaia de Porto Alegre, Banco da Amazônia, Krim Bureau (impressão digital UV e serigrafia UV) e Vida Produtos e Serviços, empresa gaúcha de tecnologia ecológica.
|