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FURNAS, em seus empreendimentos hidrelétricos ou em linhas de transmissão, em conformidade com a
Legislação Ambiental vigente no País, realiza estudos visando o conhecimento da fauna silvestre.
Esses estudos têm a finalidade de se obter um conhecimento mais específico da fauna, onde o
empreendimento está inserido, em estados tais como Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Goiás, Mato Grosso e recentemente em Rondônia.
Instituições de pesquisa, de renome nacional e internacional, participam desses estudos, onde
pesquisadores defendem suas teses de mestrado e doutorado, aprimorando o conhecimento da fauna
brasileira, assim como a criação de bancos de venenos, tecidos, parasitas, sangue, visual e de outros
dados das operações que oferecem o registro de cada animal, conforme as suas características,
origem e destino.
FURNAS adquiriu vasta experiência em operações de resgate da fauna realizadas durante a formação dos
reservatórios das Usinas Hidrelétricas de Corumbá e Serra da Mesa em Goiás, e no Aproveitamento
Múltiplo de Manso, em Mato Grosso.
Após a construção das Usinas de Corumbá e de Serra da Mesa, FURNAS passou a adotar o monitoramento da
fauna silvestre, estendido posteriormente à Usina de Manso. A finalidade deste monitoramento é
verificar os tipos de alteração ocorridos nas comunidades de animais, em conseqüência da formação
dos reservatórios. Trabalhos já concluídos ofereceram uma ótima oportunidade para investigações a
respeito do efeito da fragmentação e da insularização dos habitats sobre as populações e comunidades
animais. Foi também possível avaliar a capacidade de alguns animais transladados se adaptarem e
permanecerem na área de soltura.
Em Linhas de Transmissão, os estudos da fauna são realizados com a finalidade de verificar a
possibilidade de impacto na comunidade faunística, com a implantação e operação dessas linhas.
São realizados estudos desde um levantamento de dados primários, ou seja, estudos que indicam quais
espécies animais se encontram presentes na área do empreendimento, além de um monitoramento com
espécies bioindicadoras, espécies previamente selecionadas no levantamento primário, que podem ser
indicadoras de impactos ambientais.
Até o momento, nos empreendimentos de linha de transmissão em que FURNAS realizou esses referidos
estudos, não foram constatados impactos ambientais na comunidade faunística.
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