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Em todos os seus empreendimentos, FURNAS implanta os programas de preservação do patrimônio arqueológico
pré-histórico e histórico, de acordo com a legislação vigente.
Para tanto, centros de pesquisa, vinculados às universidades brasileiras são contatados para, após
formalização de contrato, mediante a apresentação de projetos científicos e, com a anuência do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, iniciar os estudos indispensáveis à preservação
de nosso patrimônio cultural pré-histórico e histórico.
Em 1994, na fase de implantação da UHE de Corumbá - GO, situada na região central de Goiás, ao longo do rio
Corumbá, FURNAS contratou o Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia - IGPA, da Universidade
Católica de Goiás - UCG, cujos estudos resultaram na elaboração de um relatório em oito volumes, abrangendo
o processo de ocupação humana local pré - histórica (pré-1500) e histórica (pós-1500).
As pesquisas na área da UHE de Corumbá se desenvolveram em um cenário composto por 24 sítios arqueológicos
pré-históricos e oito sítios pertencentes ao processo de ocupação humana local em períodos históricos.
Em fevereiro de 1995, por oportunidade da implantação da UHE de Serra da Mesa, situada no rio Tocantins, ao
norte do Estado de Goiás, FURNAS contou com a colaboração do Museu Antropológico da Universidade Federal de
Goiás - UFG para o desenvolvimento dos estudos arqueológicos referentes aos 77 sítios pré-históricos
vinculados a grupos caçadores-coletores e horticultores, identificados pela equipe de arqueólogos daquela
universidade. Já os 104 sítios referentes à ocupação pós - colonial, foram levantados e estudados pela
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, cujos resultados estão registrados nos 11 volumes do seu
relatório final, enquanto que a conclusão da pesquisa levada a efeito pela UFG encerra-se em outros
13 volumes do respectivo relatório.
Quando da implantação da LT Interligação Norte-Sul no trecho correspondente a FURNAS (Miracema do Tocantins
- TO - Samambaia - DF) foi iniciado, em 1998, pela equipe do Departamento de Meio Ambiente, o levantamento
do potencial arqueológico na área sob influência do empreendimento. A pesquisa registrou 19
ocorrências arqueológicas correspondentes a antigas ocupações indígenas entre populações de
caçadores-coletores e grupos cerâmicos. Posteriormente, foi contratado o Instituto de Arqueologia Brasileira
- IAB que, em convênio com o Núcleo Tocantinense de Arqueologia da Universidade do Tocantins - UNITINS,
procedeu ao resgate sistemático dos sítios que seriam afetados pelo empreendimento.
O Centro de Pesquisa Arqueológica - CEPA da Universidade Federal do Paraná - UFPR, iniciou em 2000 o levantamento
do patrimônio arqueológico na área sob influência direta da LT Ivaiporã - Itaberá III, o qual resultou
na identificação de mais de uma centena de ocorrências arqueológicas pré-históricas entre registros
líticos, lito-cerâmicos, cerâmicos e pinturas rupestres. A operação de resgate deste patrimônio está
em fase de execução, com término previsto para o ano de 2006.
Na área do APM Manso, situado no estado do Mato Grosso, o IGPA da Universidade Católica de Goiás-GO
realizou o levantamento e resgate das 96 ocorrências arqueológicas registradas na área do
empreendimento, das quais 92 correspondem a ocupações pré - coloniais e quatro ocupações pós 1500.
Na LT Itaberá - Tijuco Preto III, coube à equipe de arqueólogos do Museu de Arqueologia e Etnologia -
MAE, da Universidade de São Paulo - USP, a responsabilidade pelos estudos arqueológicos dos 28 sítios
pré-históricos registrados na área diretamente afetada por este empreendimento.
O MAE-USP é responsável, ainda, pela pesquisa arqueológica, ora em desenvolvimento, concentrada na
área da LT Bateias - Ibiúna, nos estados de São Paulo e Paraná em cuja faixa foram localizados 34
vestígios de ocupação humana pré-histórica e cinco sítios pertencentes ao nosso período histórico.
Sob a responsabilidade do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia - IGPA da Universidade
Católica de Goiás - UCG, foram desenvolvidos os estudos arqueológicos na área da LT Manso-Nobres
situada no estado do Mato Grosso, cujo patrimônio preservado constitui-se de 27 sítios arqueológicos
pré-históricos e três ocorrências alusivas ao período colonial.
Links para:
Legislação vigente
http://www.iphan.gov.br/legislac/legisla.htm
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN
http://www.iphan.gov.br/
Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia - IGPA-UCG
http://www.ucg.br/Institutos/igpa/
Museu Antropológico - UFG
http://www.ufg.br/museu/index.html
Centro de Estudos e Pesquisas Antropológicas - CEPA-UFPR
http://www.humanas.ufpr.br/orgaos/cepa/cepa.html
Museu de Arqueologia e Etnologia - MAE - USP
http://www.mae.usp.br/
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