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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

















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de FURNAS:
 

NOVOS PROJETOS


Obras de Simplício vão gerar 3,2 mil empregos diretos ainda em 2008

A construção do complexo hidrelétrico de Simplício - empreendimento de FURNAS Centrais Elétricas S.A. que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - entra em nova fase neste período de seca (abril a outubro). Com o fim da estação das chuvas, novas frentes de obra possibilitarão contratar mais 1.300 operários. As obras do complexo já empregam mais de 1.900 trabalhadores. A previsão é de que sejam gerados, no pico das obras, 4 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos.

Até o final de 2008, está prevista a execução de 58,2% do cronograma da obra. Estão sendo escavados túneis, canais, diques, a barragem de Anta e as casas de força de Anta e Simplício. O cronograma para este ano prevê ainda os aterros compactados dos diques, a construção das estruturas de concreto das casas de força e o início da montagem eletromecânica.

Localizada no rio Paraíba do Sul, nos municípios de Três Rios e Sapucaia (RJ) e Chiador e Além Paraíba (MG), a Usina de Simplício terá capacidade instalada de 333,7 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade de mais de 800 mil habitantes. A hidrelétrica, que conta com investimento de R$ 1,6 bilhão (oriundo de recursos de FURNAS e financiamento do BNDES), entrará em operação a partir de junho de 2010.

Receita

Desde o início das obras, em janeiro de 2007, a construção da Usina de Simplício possibilitou a arrecadação de cerca de R$ 4,87 milhões em Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para Sapucaia (RJ), Chiador (MG) e Além Paraíba (MG). De maio a dezembro de 2008, serão pagos, pelo menos, mais R$ 7 milhões em ISSQN. Além disso, a construção da usina injeta, mensalmente, mais de R$ 1 milhão na compra de bens e serviços e no pagamento de aluguéis nas cidades em que está presente.

Quando estiver produzindo energia, Simplício contribuirá para o desenvolvimento econômico regional também por meio da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH), ou royalty da água. A previsão é recolher, utilizando taxa da Aneel de 2008, R$ 2,7 milhões que serão distribuídos entre órgãos da União (10%), estados (45%) e municípios (45%).

Programa fundiário

FURNAS segue um padrão de procedimentos para liberar as áreas necessárias para instalação do canteiro de obras, vias de acesso, áreas de empréstimo, bota-fora, reservatório e relocação de estradas. As indenizações são pagas em dinheiro para os proprietários (terras, culturas e construções) e na forma de compensação social - processos de auto-relocação e de reassentamentos monitorados - a populações desamparadas.

O processo começa com visitas aos imóveis a serem desapropriados, seguido do cadastramento dos proprietários e moradores. Estes últimos podem ser posseiros, agregados, empregados, inquilinos, arrendatários, parceiros e meeiros. Além disso, é feito o registro das benfeitorias (plantações e edificações).

Na Usina de Simplício, a área total a ser desapropriada é de cerca de 2.900 hectares, considerando áreas inundadas e área de preservação permanente (APP). A população que será remanejada é de cerca de 140 famílias, no estado do Rio de Janeiro, e de 60, no de Minas Gerais.

Programas ambientais

FURNAS já está desenvolvendo parte dos 38 programas e subprogramas previstos no Projeto Básico Ambiental (PBA) para compensar, minimizar e até mesmo eliminar os impactos provocados pela construção do complexo hidrelétrico de Simplício. Algumas destas ações são a construção de um sistema de esgoto no trecho de vazão reduzida, em Sapucaia, o monitoramento e resgate da fauna, o monitoramento da ictiofauna (peixes, moluscos, plâncton), conservação da flora e recomposição da vegetação (1.200 hectares serão reflorestados, contra 300 que tiveram sua vegetação suprimida), a recuperação de áreas degradadas e o salvamento do patrimônio arqueológico.

Usina Hidrelétrica de Simplício - Dados gerais

O complexo hidrelétrico é composto por uma barragem de concreto, duas casas de força, um vertedouro e uma série de canais, túneis, diques e reservatórios. Trata-se de um projeto de engenharia único na história de FURNAS, pois o empreendimento se distribui ao longo de cerca de 30 km.

Em janeiro de 2007, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA concedeu Licença de Instalação a FURNAS, permitindo o início das obras e respectivos programas ambientais associados. Para realizar a construção do empreendimento, foi contratado o Consórcio Construtor de Simplício (CCS), formado pelas empresas Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez. Já o fornecimento e a montagem dos equipamentos eletromecânicos serão realizados pelo consórcio formado pelas empresas Impsa e Inverall.

Localizaçãorio Paraíba do Sul (RJ)
Potência333,7 MW
Empregos14 mil diretos e indiretos
Data estimada para geraçãoJunho de 2010
InvestimentoR$ 1,6 bilhão
Número de turbinas5
Extensão das obras30 km
Capacidade de geração2ª maior do Estado do Rio de Janeiro
Acréscimo na capacidade de oferta de energia hídrica no estado do Rio de Janeiro28%
Reflorestamento1.200 hectares, quatro vezes mais do que a vegetação que foi suprimida