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Seminário debate conquistas e desafios da inclusão
por Leonardo Cunha e Eleonora Brazão


​Foto: José Lins
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Sônia Gertner, Loni Manica, Daniel Bove e Caio Sousa no palco do 1º SGPCDi


O 1º Seminário sobre Gestão de Pessoas com Deficiência nas Instituições (SGPCDi), realizado ontem (30/11), na sede de FURNAS, reuniu uma equipe multidisciplinar para traçar o das conquistas e dos muitos desafios ainda existentes para a inclusão desse contingente de trabalhadores.

A abertura do evento coube à superintendente de Comunicação e Relações Institucionais de FURNAS, Ana Cláudia Fernandes Gesteira. Representando o presidente Ricardo Medeiros, ela destacou que a empresa tem experiência de 20 anos na inclusão de pessoas com deficência, por meio de parcerias com instituições e de um quadro efetivo com cerca de 30 colaboradores.

Mediada pelo assessor da Diretoria de Administração João Daniel Bove, a primeira sessão de debates do SGPCDi contou com a participação da doutora em Educação e assessora parlamentar Loni Elisete Manica; da mestre em Saúde Pública e gestora do Comitê Fiocruz para Acessibilidade e Inclusão de Pessoas com Deficiência, Sônia Gertner; e do secretário-geral da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/RJ, Caio Silva de Sousa.

Segundo Loni, a inclusão implica tanto na adaptação do ambiente laboral quanto em atitudes para o devido acolhimento das pessoas com deficiência. "Elas não devem ser tratadas de forma diferente. As pessoas com deficiência também precisam demonstrar rendimento no trabalho e trazer lucro para a empresa. E têm o direito de ascender na carreira e ocupar postos de gerência. Não desenvolver este profissional é uma forma de discriminá-lo", disse a especialista, que dedicou grande parte de sua apresentação à Lei Brasileira de Inclusão (LBI) – Estatuto das Pessoas com Deficiência.

A representante da Fiocruz, por sua vez, compartilhou algumas das dificuldades vivenciadas pelas empresas e entidades no âmbito da inclusão, que abrangem desde aspectos estruturais, como o tombamento de edifícios históricos – o que dificulta, por exemplo, a instalação de rampas – ao próprio modelo de sociedade em que vivemos.

"Com o neoliberalismo, ganham evidência questões como o individualismo, a produtividade e a meritocracia, que conflitam com a lógica da inclusão. Se a gente desconsidera as diferenças no ponto de partida de cada um, onde entra a meritocracia?", questionou Sônia.

Já Sousa, da OAB-RJ, abordou a ausência de políticas efetivas para garantir os direitos das pessoas com deficiência "Temos mais de 14 leis federais e normas que deveriam ser colocadas em prática. A lei existe. O que falta são políticas públicas para executá-las", pontuou.

Exemplos – O SGPCDi contou com apresentações de projetos e iniciativas que ampliam o acesso das pessoas com deficiência à educação, esporte e mercado de trabalho. Eliane Damasceno, coordenadora de Negócios em Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) discorreu sobre ações do Sistema S focadas nesse público, como o Programa SESI para a Pessoa com Deficiência, que visa à inserção qualificada com a realização de oficinas de cidadania e desenvolvimento humano.

Júlia Barral, coordenadora do Projeto Surdos, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis – UFRJ, abordou a iniciativa que estimula a inclusão de deficientes auditivos no ensino superior. O projeto nasceu há 12 anos com o objetivo despertar o interesse dos surdos pela ciência. Os alunos passam uma semana dentro de um laboratório com pesquisadores e realizam uma série de experimentos.

Para o curso, foram criados quatro glossários científicos, uma vez que muitas palavras de cunho cientifico não apresentam um sinal correspondente na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Integrante do Instituto Superar, Carina Alves detalhou o Programa Pulsar, voltado à formação de profissionais para atuar em paradesportos. Em 10 anos, o projeto soma 24 mil beneficiários e 500 profissionais capacitados. Já Ciro Winckler, do Comitê Paralímpico Brasileiro, destacou que a delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos de 2016 conquistou 72 medalhas. "Estamos entre as dez maiores potências do mundo", afirmou.

Ministério - Ana Paula Schiavone, diretora do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde, e Max Nóbrega, do Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento, representaram o Ministério da Saúde no 1º SGPCDi.

Segundo a diretora, a pasta está empenhada em promover a equidade e fortalecer a inclusão de trabalhadores com deficiência nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). "Temos que sair da zona de conforto para buscar padrões melhores. Quando convivemos com as diferenças, crescemos", disse.

Foto: Daniela Monteiro

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Ao centro, Ana Paula Schiavone fala sobre a atuação do seu departamento


Já o objeto da participação de Nóbrega no seminário foi o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), que tem a finalidade captar e canalizar recursos para estimular a prevenção e reabilitação de pessoas com deficiência.

Desde sua criação, em 2013, o Pronas/PCD credenciou 758 instituições para tratamento de deficiências físicas, motoras, auditivas, visuais, mentais, intelectuais e autismo. "Hoje, temos mais de R$ 150 milhões em projetos que estão em execução. Em São Paulo, temos 62. No Rio de Janeiro, somente três".





Publicado em: 01/12/2017


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