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O mexilhão-dourado é um pequeno molusco bivalve (que possui duas conchas) originário da China, que chegou à América do Sul nas águas de lastro dos navios mercantes, invadiu a bacia Paraná-Paraguai e que põe em risco os usos múltiplos dos recursos hídricos. Este pequeno molusco se fixa em qualquer substrato duro, tem hábito gregário e se reproduz rapidamente. A ausência de predadores e parasitas que controlem sua população faz com que se alastre pelas bacias hidrográficas brasileiras. Em 1991 foi encontrado na foz do rio da Prata, e hoje está presente no Pantanal e avança pelas usinas hidrelétricas brasileiras na bacia do rio Paraná.
Nas usinas hidrelétricas, o acúmulo de mexilhões pode afundar equipamentos flutuantes, prejudicar a operação de equipamentos submersos e obstruir tubulações. Os sistemas de refrigeração das turbinas ficam sujeitos a entupimentos. Quando isso ocorre a geração é interrompida.
No ambiente, o mexilhão ocupa todo o espaço que lhe for disponível, e pode alterar a composição de espécies de invertebrados do ambiente aquático. Com as alterações na cadeia alimentar, a captura de certas espécies de peixe pode ser prejudicada. Para os usuários dos recursos hídricos, o mexilhão poderá provocar uma série de problemas:
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invasão de tubulações de abastecimento de água, de drenagem pluvial e de captação para a agricultura irrigada;
obstrução de sistemas de resfriamento de indústrias e usinas hidrelétricas;
perda de estruturas flutuantes destinadas ao lazer por excesso de peso;
prejuízo do funcionamento de motores dos barcos;
perda de tanques-rede.
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Problemas semelhantes ocorrem nos Estados Unidos e no Canadá, países nos quais o mexilhão-zebra se disseminou.
Em 2003, o governo brasileiro, através do Ministério do Meio Ambiente, criou a força-tarefa Nacional para o Controle do Mexilhão-dourado (PORTARIA No 494, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003), que contou com a representação de várias instituições, incluindo FURNAS. A força-tarefa elaborou um plano de ação integrado para impedir o avanço do mexilhão-dourado, e principalmente evitar que alcance bacias hidrográficas importantes como a dos rios Amazonas, Tocantins e São Francisco.
Com o intuito de se antecipar a possíveis problemas que venham a atingir seu parque gerador, FURNAS formou um grupo de trabalho para definir uma estratégia de ação para a empresa. O grupo é coordenado pelo Departamento de Equipamentos Rotativos, pela Estação de Hidrobiologia e Piscicultura de FURNAS e pelo Departamento de Meio Ambiente. Foi criada a campanha "NÃO DÊ CARONA A ESSE BICHO!", que envolve a apresentação do problema aos técnicos das usinas em operação, o treinamento para o monitoramento da presença do mexilhão nas estruturas da usina e palestras com segmentos sociais que fazem uso do reservatório.
As palestras de FURNAS estão disponíveis em formato PDF:
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omexilhaodourado.pdf - em que é apresentada a origem do molusco, alguns aspectos biológicos, como diferenciá-lo de outras espécies e que estragos ele pode causar;
carona.pdf - em que são apresentadas medidas de limpeza das embarcações para evitar o transporte involuntário do mexilhão;
monitoramento.pdf - em que são apresentados os procedimentos de monitoramento de larvas e de detecção da presença de adultos;
MexilhãoDouradoCartilha.pdf - em que um menino vai percebendo os problemas que o mexilhão provoca enquanto conversa com um deles.
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A campanha foi apresentada com grande sucesso no Seminário Nacional sobre Espécies Aquáticas Invasoras, realizado em abril, em Belo Horizonte-MG.
O sucesso dessa empreitada dependerá da conscientização da população para os problemas que o mexilhão oferece. Tanto a força-tarefa quanto o grupo de trabalho de FURNAS vêem na interação com a sociedade e na formação de multiplicadores da informação, junto aos diversos grupos usuários dos recursos hídricos, como a mais importante arma para o combate ao molusco invasor GRUPO DE TRABALHO DE FURNAS
Fernando Antônio Blanco Resende (DER.O) - Telefone (21) 2528-5747
Marcília Barbosa Goulart (EHPF)- 35-3523-4491
Paulo Sérgio Formagio (EHPF) - 35-3523-4491
Rodrigo De Filippo - Telefone (21) 2528-3258
VÍDEO
Assista ao vídeo da campanha do Mexilhão-Dourado no 26º Festival de Pesca de Cáceres - MT
Mexilhao.wmv
FOTOS
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Foto 01: Grade de proteção de captação de água Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 01a: Detalhe da incrustação na grade de proteção Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 02: Colônia de mexilhões em tubulação Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 02a: Colônia de mexilhões extraída da tubulação Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 03: Grade de proteção de usina hidrelétrica Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 03a: Detalhe da incrustação na grade Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 04: Mexilhão em pneu usado na proteção lateral de barcos Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto05: Bóia de navegação Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 05a: Fundo da bóia de navegação Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 06: Mexilhões sobre vegetação submersa Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 07: Incrustação em pedra Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 08: Resíduos de mexilhões em sistema de resfriamento Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 08a: Limpeza de sistema de resfriamento Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 09: Limpeza de filtro tipo hidrociclone Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 10: Conjunto de filtros obstruídos Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 10a: Limpeza dos filtros Autor: Rodrigo De Filippo |
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Foto 10b: Sistema de filtros após a limpeza Autor: Rodrigo De Filippo |
DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA:
PORTARIA No 494, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003
SePRO News - Boletim Informativo
Relatsrio Ticnico DMA.T.RT
PAGINAS RELACIONADAS A ESPÉCIES INVASORAS:
Mexilhão dourado em Porto Alegre
http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v20n1/v20n1a09.pdf
I Encontro para o Controle do Mexilhão Dourado - realizado por Itaipu Binacional, em 2003
http://www.pti.org.br/home2/eventos/mexilhao.htm
Força-tarefa Nacional de Controle do Mexilhão Dourado
http://www.mma.gov.br/aguadelastro/mexilhao.html
Programa Global de Gerenciamento da Água de Lastro (em inglês)
http://globallast.imo.org/
Apresentação Workshop Mexilhão Dourado - Professora Maria C. D. Mansur
http://www.proguaiba.rs.gov.br/noticia.php4?Cod=96
Ocorrência e Impactos do Mexilhão Dourado (Limnoperna fortunei, Dunker 1857) no Pantanal Mato-Grossense.
http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/download.php?arq_pdf=CT38
Prevenção e Controle de Bivalves Invasores
http://www.way.com.ar/~invasion/Portugues/
Invasão do mexilhão zebra na América do Norte
http://www-atlas.usgs.gov/zmussels1.html
Portaria nº 494, de 22 de Dezembro de 2003
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