FURNAS investirá R$ 1,4 bilhão em ativos no ano que vem

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Crédito:Teresa Travassos
Diretores de FURNAS receberam jornalistas para um café da manhã nesta terça, 29/7

 

FURNAS prevê investir R$ 1,4 bilhão em geração e transmissão de energia em 2020. O objetivo é ampliar o portfólio de ativos, com investimentos próprios e foco na geração de energia eólica e solar. A empresa também compartilhará a expertise de seus profissionais, ao oferecer serviços na área de engenharia, de modo a potencializar resultados econômicos e financeiros e ampliar a receita da companhia.

"Ano que vem, FURNAS manterá o total de investimento a ser executado este ano, R$1,4 bilhão, mas ampliará o investimento corporativo, isto é, investirá menos em Sociedades de Propósito Específico (SPEs). A empresa aportará R$ 1,3 bilhão em ativos próprios e R$ 100 milhões em SPEs", destacou o presidente Luiz Carlos Ciocchi, em encontro com jornalistas no Escritório Central da empresa. Os investimentos já foram aprovados pelos Conselhos de Administração de FURNAS e da Eletrobras, faltando agora a homologação pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST).

Hoje, FURNAS conta com 21 usinas hidrelétricas (quatro próprias, seis sob administração especial, duas em parceria com a iniciativa privada e nove sob a forma de SPEs) e duas térmicas convencionais. Para otimizar o portfólio, reduzir custos e aumentar a receita da companhia, FURNAS vem implementando uma série de iniciativas, entre elas o projeto de Disciplina de Capital. A partir do contexto atual do sistema elétrico brasileiro, a empresa desenvolve um modelo de governança que permite o aperfeiçoamento do controle de orçamento e gestão de portfólio.

"Entendemos que é importante olhar principalmente para as SPEs, revendo quais são as participações que não estão dando retorno desejado e avaliar novas oportunidades. Algumas são estratégicas e dão retorno. Nesse caso, queremos manter ou ampliar nossa participação. As demais que não se encaixam neste perfil serão vendidas", comentou o presidente. Atualmente, FURNAS participa de 24 SPEs.


Estratégias de crescimento
 

Além da disciplina financeira, FURNAS está atenta a novos negócios. O presidente não descartou, por exemplo, a possibilidade de investir em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) a partir de parcerias. "O Brasil tem um potencial hidrelétrico muito grande, inclusive em PCHs, que pode ser uma nova plataforma da empresa. Estamos interessados em bons negócios e que tenham a ver com as nossas competências. Se tivermos parceiros com know how e se quisermos ser a melhor e maior empresa de energia elétrica, precisamos estar sempre abertos a oportunidades".

FURNAS analisa, ainda, as chances para ampliar seu parque de térmicas à gás. "Hoje, o mercado para termelétricas à gás é promissor, com menor impacto ambiental, emissões controladas e bastante reduzidas. Nos Estados Unidos, por exemplo, há térmicas em estacionamentos de shoppings", exemplificou.

Entre os investimentos já confirmados para o ano que vem está o Complexo Eólico de Itaguaçu da Bahia (BA). "O empreendimento possui cerca de 300 MW de capacidade instalada e contará com investimento de cerca de R$ 800 milhões, com possibilidade de negociar a energia produzida no mercado livre", reforçou Ciocchi.

O presidente de FURNAS destacou também como a empresa vem mudando seu enfoque para valorizar as competências dos profissionais da casa e, com isso, prestar serviços de excelência técnica. "Vamos contratar consultoria para identificar potenciais clientes e ampliar oferta ao mercado de serviços de engenharia, tecnologia, desenvolvimento de protótipos, medição e laboratório. A ideia é estruturar uma área de negócio apta a prestar, de maneira assertiva e competitiva, serviços para diversos setores".


Mudança da sede


Luiz Carlos Ciocchi confirmou a mudança do Escritório Central da empresa, em decisão já aprovada pelo Conselho de Administração. "FURNAS irá ocupar um lugar privilegiado no Centro da cidade do Rio de Janeiro, em um edifício moderno e com todas as facilidades de transporte, serviços e opções culturais para os funcionários", destacou. A mudança foi motivada pela política de racionalização de custos e despesas da empresa, e resultará na redução de mais de 50% dos gastos com aluguel e serviços. Atualmente 1.500 colaboradores trabalham na sede.

"Resistência à mudança sempre existe. Por isso mesmo eu fiz questão de conversar e ouvir os funcionários. Descartamos a primeira opção de endereço e optamos por um prédio com a mesma metragem do anterior e que será totalmente ocupado por FURNAS", concluiu.
 

Por: GCA.P