Transmissão e subestações


Um conjunto de linhas de transmissão interligadas a subestações, cortando várias regiões geográficas do Brasil, forma o que comumente se chama de Sistema de Transmissão. Deste sistema, mais de 20 mil km fazem parte da rede básica de FURNAS, configurada em linhas com tensões de 138, 230, 345, 500, 750 e ± 600 kV, que passam por oito estados e o Distrito Federal.

O Sistema FURNAS é supervisionado de forma geral pelo Centro de Operação do Sistema, em articulação com os centros de operação regionais. Informações das mais remotas áreas regionais são transmitidas por meio de tecnologias de comunicação que levam a estes centros de operação um panorama on-line completo de todo o sistema, utilizando sistemas computacionais de tempo real (SOL) e tecnologias de última geração videowall.

Os centros de operação regionais têm como principais encargos a coordenação de manobras e a normalização do sistema elétrico após eventuais perturbações. São eles:

  • Centro Regional Minas, localizado na Usina Hidrelétrica de Furnas, em cuja área de responsabilidade estão incluídas as usinas do rio Grande;
     
  • Centro Regional Rio, localizado na Subestação de Jacarepaguá, em cuja área de responsabilidade encontram-se os troncos de alimentação dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo;
     
  • Centro Regional São Paulo, localizado na Subestação de Campinas, com responsabilidade sobre os troncos de alimentação da grande São Paulo e o Sistema de Transmissão proveniente da Usina Hidrelétrica de Itaipu;
     
  • Centro Regional Goiás, localizado na Usina de Itumbiara, em cuja área de responsabilidade destacam-se os troncos de alimentação aos estados de Goiás, Mato Grosso, parte do Tocantins e do Distrito Federal.

O Centro de Operação do Sistema e o Centro de Supervisão de Telecomunicações localizam-se no Rio de Janeiro.


Diferença entre transmissão e distribuição de energia elétrica


As usinas geradoras (hidrelétricas, termelétricas, termonucleares, solares e eólicas) se localizam, em geral, distantes dos grandes centros. Para a energia elétrica chegar ao consumidor final primeiramente tem que ser transportada através de longas distâncias por linhas de alta tensão. Isso é o que chamamos de transmissão.

Já a distribuição é a última etapa no fornecimento de energia elétrica, através do qual se faz a entrega ao consumidor final. Na prática é visível através de ramificações de cabos elétricos ao longo de ruas, levando a energia às residências, escritórios e indústrias, por exemplo.

O papel de FURNAS é gerar e transmitir a energia e não distribuí-la. Outros exemplos de empresas geradoras e/ou transmissoras são: Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletronuclear e Itaipu Binacional.

Já a distribuição é realizada por empresas locais, tais como Light, Enel, Elektro, EDP e Equatorial, e pode ser feita através de redes aéreas, por meio de postes, ou por redes subterrâneas, em que cabos elétricos são instalados sob o solo, no interior de dutos. Isto é comum em zonas urbanas e zonas rurais em que os regulamentos de segurança exijam.


Sistema Itaipu


Entre os empreendimentos construídos e operados por FURNAS destaca-se o Sistema de Transmissão de Itaipu, integrado por cinco linhas de transmissão, que cruzam 900 km desde o Estado do Paraná até São Paulo. Este sistema possui três linhas em corrente alternada 750 kV e duas linhas em corrente contínua ± 600 kV, necessárias para contornar o problema de diferentes frequências utilizadas por Brasil e Paraguai.


Subestações


O sistema de transmissão de FURNAS abrange atualmente 75 subestações, sendo 54 próprias (14 junto às suas usinas hidrelétricas e termelétricas) e 21 sob o regime de parcerias, por meio de SPEs.


Subestações próprias (54)
 

  • Adrianópolis (RJ)
  • Angra (RJ)
  • Araraquara (SP)
  • Baixada Fluminense (RJ)
  • Bandeirantes (GO)
  • Barro Alto (GO)
  • Barro Branco (MG)
  • Brasília Geral (DF)
  • Brasília Sul (DF)
  • Cachoeira Paulista (SP)
  • Campinas (SP)
  • Campos (RJ)
  • Foz do Iguaçu - 50 Hz (PR)
  • Foz do Iguaçu - 60 Hz (PR)
  • Grajaú (RJ)
  • Guarulhos (SP)
  • Gurupi (TO)
  • Ibiúna (SP)
  • Imbariê (RJ)
  • Iriri (RJ)
  • Itaberá (SP)
  • Itutinga (MG)
  • Ivaiporã (PR)
  • Jacarepaguá (RJ)
  • Linhares (ES)
  • Macaé Merchant (RJ)
  • Mogi das Cruzes (SP)
  • Niquelândia (GO)
  • Pirineus (GO)
  • Poços de Caldas (MG)
  • Resende (RJ)
  • Rio Verde (GO)
  • Rocha Leão (RJ)
  • Samambaia (DF)
  • São José (RJ)
  • Tijuco Preto (SP)
  • UHE Batalha (MG)
  • UHE Funil (RJ)
  • UHE FURNAS (MG)
  • UHE Itumbiara (MG)
  • UHE Manso (MT)
  • UHE Marimbondo (MG)
  • UHE Mascarenhas de Moraes (MG)
  • UHE Porto Colômbia (MG)
  • UHE Santa Cruz (RJ)
  • UHE Serra da Mesa (GO)
  • UHE Simplício (RJ)
  • UHE Corumbá 1 (GO)
  • UHE Luiz Carlos Barreto de Carvalho (SP)
  • UTE Campos (RJ)
  • UTE São Gonçalo (RJ)
  • Viana (ES)
  • Vitória (ES)
  • Xavantes (GO)
  • Zona Oeste (RJ)


Subestações em SPEs (21)
 

  • Brasília Leste (DF)
  • Edéia (GO)
  • Estação Conversora Estreito (SP)
  • Estação Conversora Xingu (PA)
  • Estação Inversora na SE Araraquara (SP)
  • Estação Retificadora na SE Porto Velho (RO)
  • Itatiba (SP)
  • Jataí (GO)
  • Mineiros (GO)
  • Morro Vermelho (GO)
  • Paranaíta (MT)
  • Quirinópolis (GO)
  • Retiro Baixo (MG)
  • Serra do Facão (GO)
  • Trindade (GO)
  • UHE Baguari (MG)
  • UHE Peixe (TO)
  • UHE Santo Antônio (RO)
  • UHE São Manoel (PA)
  • UHE Teles Pires (MT)
  • Viana 2 (ES)