Segurança de barragens


Segurança das barragens do Sistema FURNAS


As usinas hidrelétricas exercem um papel estratégico para o desenvolvimento do país: produzem energia limpa e renovável, controlam as cheias dos rios, abastecem populações e geram empregos. Suas barragens, estruturas de grandes proporções, são constantemente monitoradas e inspecionadas para total segurança das operações.

Os padrões estabelecidos pela Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/2010) e a regulamentação estabelecida pela Resolução 696/2015 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são fundamentais ao adequado controle e manutenção das barragens.

Com um vasto parque gerador, FURNAS executa há mais de 40 anos seu protocolo de controle de Segurança de Barragens, que inclui inspeções regulares e manutenções corretivas e preventivas. 

As usinas do Sistema FURNAS contam com uma equipe de operadores e instrumentistas devidamente treinados para averiguar as condições das estruturas dessas unidades e os dados registrados pelos equipamentos de monitoramento. Essas ações permitem que os engenheiros responsáveis tomem decisões de forma eficiente. 

A integridade dos equipamentos e a segurança das estruturas de cada usina são garantidas por protocolos aplicados na operação de modo contínuo, com o objetivo de detectar preventivamente qualquer eventual anormalidade e sinalizar para que o operador possa intervir imediatamente ou acionar o órgão de manutenção responsável. 

A empresa possui uma área de Geotecnia e Segurança de Barragens  que coordena o Plano de Segurança de Barragens (PSB) de FURNAS e realiza inspeções periódicas aos empreendimentos, sendo complementadas por avaliação do comportamento das estruturas. Tais procedimentos são consolidados em Relatórios de Inspeção Técnica (RITs), além de Relatórios de Estudos de Comportamento (RECs), com frequências compatíveis às características de cada empreendimento.

Por sua vez, o órgão responsável pelos estudos de modelagem da ruptura hipotética das barragens do sistema FURNAS utiliza o modelo HEC RAS, do Corpo de Engenheiros técnicos do Exército americano (US Army), considerado o estado da arte em modelagem hidrodinâmica bidimensional. Estes estudos simulam cenário critico de ruptura de barragem e determinam a mancha de inundação de forma a possibilitar a elaboração do Plano de Ação de Emergência e fornecer subsídio técnico à Defesa Civil dos municípios. 

Em trabalho alinhado com as áreas de geotecnia e de estudos de modelagem, o centro de tecnologia em engenharia civil coordena e supervisiona a instalação e modernização dos instrumentos de auscultação em todas as usinas do Sistema Furnas, executa periodicamente a manutenção desses instrumentos, avalia e realiza ensaios e testes, in situ, para a verificação da operacionalidade da instrumentação dos empreendimentos da empresa. Atua ainda ministrando treinamentos periódicos aos técnicos leituristas, responsáveis pela auscultação da instrumentação das usinas. 

A realização desses trabalhos permite afirmar que as barragens se encontram em plenas condições de operar, não apresentando anormalidades que comprometam a integridade e/ou funcionalidade. Os relatórios fazem parte do acervo de cada usina e estão disponibilizados para o órgão regulador.

Os Planos de Segurança de Barragens das usinas do Sistema FURNAS já foram entregues para esses órgãos nos prazos previstos em lei. Essas informações vão subsidiar as ações dos órgãos públicos, como prefeituras, polícias, bombeiros e Defesa Civil. São eles os responsáveis por criar um Plano de Contingência para cada região e situação. 

A engenharia de Segurança de Barragens é um processo dinâmico e de contínuo aprimoramento, onde a união de esforços dos profissionais das empresas e órgãos competentes é fundamental para a adoção dos mais altos padrões de controle de qualidade e manutenção, aliando eficiência e seguridade.


Suporte Tecnológico


FURNAS conta com um Centro Tecnológico de Engenharia Civil, em Aparecida de Goiânia (GO), reconhecido internacionalmente e que já prestou serviços a mais de 30 obras em 19 países dos cinco continentes.

Acreditado junto ao Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro) desde 1994 e com certificação ISO 9001 desde 1996, o centro tecnológico de Goiânia se destaca nos estudos de construção de barragens. Lá, as pesquisas definem e otimizam o uso de materiais, minimizando custos e proporcionando melhor desempenho, segurança e durabilidade dos empreendimentos.

Somente no Brasil foram mais de 150 empreendimentos hidrelétricos atendidos com serviços que vão desde o estudo da mecânica dos solos e das rochas, tecnologia e ensaios de durabilidade do concreto, instrumentação e segurança de barragens, calibração e verificação de instrumentos e estudos em modelos reduzidos. 

Desde 2002, foram desenvolvidos diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que correlacionam características intrínsecas dos materiais com os desempenhos dos empreendimentos de energia ao longo de toda a sua vida útil. 


Perguntas e respostas


1. O que é o Plano de Segurança de Barragens?

R: O Plano de Segurança de Barragem (PSB) é um instrumento da Política Nacional de Segurança de Barragens, definida pela Lei 12.334 de 20 de setembro de 2010. Cada usina tem o seu plano, pois cada usina, barragem, entorno são diferentes assim como são os impactos de uma eventual ruptura. No Plano de Ação de Emergência – PAE, parte integrante do PSB, são feitos os estudos de Dam Break, isto é, o que acontece a partir do eventual rompimento de cada estrutura de barramento. Os estudos têm o objetivo de definir as manchas de inundação, assim como responsabilidades e procedimentos de emergência para identificação, prevenção, comunicação, notificação em caso de emergências. 


2. Todas as usinas de FURNAS têm Planos de Segurança de Barragem?

R: Sim. Todos os Planos de Segurança de Barragens de todas as usinas do Sistema FURNAS foram entregues aos órgãos municipais e estaduais dentro dos prazos previstos na lei. Essas informações vão subsidiar as ações tomadas pelos órgãos municipais e estaduais legalmente constituídos, como as Prefeituras, Polícias, Bombeiros e Defesa Civil. São esses órgãos que vão criar um Plano de Contingência para cada região e situação.


3. De quem é a atribuição de alertar a população do entorno no caso de um rompimento de barragem?

R: O Plano de Contingência para cada região e situação é atribuição dos órgãos municipais e estaduais legalmente constituídos, como as Prefeituras, Polícias, Bombeiros e Defesa Civil. São esses órgãos que têm conhecimento sobre a comunidade onde atuam, suas características e peculiaridades. 


4. Como FURNAS garante a segurança de suas barragens?

R: FURNAS executa há mais de 40 anos o protocolo de controle de segurança de barragens, que inclui inspeções regulares e manutenções corretivas e preventivas. A integridade dos equipamentos de FURNAS e a segurança das estruturas de cada usina da empresa são garantidas por protocolos aplicados na operação de modo contínuo, com o objetivo de detectar preventivamente qualquer eventual anormalidade e sinalizar para que o operador possa intervir imediatamente ou acionar o órgão de manutenção responsável.


5. Como a empresa implementa os protocolos na prática?

R: As ações de Segurança de Barragens contemplam inspeções periódicas das usinas pelo corpo técnico de FURNAS, sendo complementadas por avaliação do comportamento das estruturas por meio de análise de registros da instrumentação nela instalada.


6. É normal a água passar por cima da barragem?

R: Existem diversos tipos de barragem. Algumas são construídas para permitir que a água escoe livremente por cima da estrutura sem comprometer sua funcionalidade. Um exemplo desse tipo de barragem é a de formato galgável, como a que existe na Usina de Anta (RJ).


7. Uma chuva muito intensa pode colocar uma barragem em risco?

R: As barragens das usinas de FURNAS são construídas de acordo com as melhores práticas da engenharia internacional do setor e são projetadas com base em uma vazão decorrente de chuvas que acontecem a cada 10 mil anos, ou seja, muito superior às ocorridas habitualmente. 

Caso seja registrado um aumento muito significativo na vazão da água a ponto de representar risco à barragem, é aberto o vertedouro, uma saída de água para reduzir o nível do reservatório e preservar a barragem. A água que passa pelo vertedouro não gera energia. Ela é devolvida ao leito do rio sem passar pelas turbinas.


8. A barragem pode ajudar a prevenir cheias e alagamentos?

R: Sim. O reservatório de uma usina hidrelétrica é feito para reter a água que chega nele. Assim, é possível armazenar o excesso de água no reservatório e controlar a vazão de saída dessa água, evitando que as áreas à jusante da barragem, isto é, localizadas da barragem para baixo, recebam todo esse volume de uma vez e prevenindo cheias e alagamentos.
 

Veja aqui o conteúdo produzido pela Eletrobras sobre o tema.